Startup canadense está transformando restos de alimentos orgânicos em filamentos de impressão 3D


Startup canadense está transformando restos de alimentos orgânicos em filamentos de impressão 3D.



Biopolímero PHA feito por bactérias para fabricação de filamentos para impressão em 3D.
Biopolímero PHA (polihidroxialcanoatos) feito por bactérias. Crédito: Digitaltrends.


A Genecis, uma startup formada por graduados da Universidade de Toronto Scarborough, desenvolveu um processo biológico que transforma resíduos orgânicos em materiais de impressão 3D.


Uma startup chamada Genecis está buscando mesclar a sustentabilidade alimentar e ambiental em um ambicioso projeto de impressão 3D. A empresa, formada por estudantes de pós-graduação da Universidade de Toronto Scarborough, desenvolveu um processo biológico para converter resíduos orgânicos em filamentos de impressão 3D.
Segundo Luna Yu, fundador e CEO da Genecis, o primeiro material que será disponibilizado é um PHA (polihidroxialcanoatos). Este biopolímero é combinado com PLA para criar
filamentos de impressão 3D, bem como embalagens flexíveis e recipientes.
O PHA além de ser um material orgânicos e biodegradável também é mais resistente e menos frágil que o filamento de PLA padrão. Embora a maior parte do PHA seja criada a partir de culturas relativamente caras, como milho, cana-de-açúcar e canola, a tecnologia exclusiva da startup possibilita a produção de filamentos mais baratos a partir de uma mistura de alimentos desperdiçados. Na verdade, o chamado “coquetel de bactérias PHA” da empresa custa cerca de 40% menos em comparação com os métodos de produção comercial.
A base para o processo da startup Candian envolve “receitas especiais de bactérias” que são capazes de criar automaticamente e rapidamente os materiais. Isso possibilita a produção de produtos químicos e materiais que normalmente custam caro a um preço acessível.



A equipe da Genecis passou os últimos anos coletando bactérias de várias partes do mundo e isolou 200 espécies que não haviam sido inseridas em nenhum banco de dados existente.
“Isso nos permite começar a desenvolver nossa própria plataforma de biologia sintética, que cria rapidamente novas bactérias sintéticas. Essas bactérias podem ser usadas para produzir PHAs melhores para impressão 3D e reprogramadas para produzir materiais de valor mais alto usados ​​nas indústrias cosméticas, farmacêuticas e de nanomateriais”, disse Yu.
A empresa está atualmente em vias de trazer se material de bioplástico PHA para o mercado comercial e espera fazer parceria com produtores de filamentos, bem como fabricantes de embalagens e plásticos em geral. A equipe também está desenvolvendo materiais orgânicos para cosméticos e na indústria de saúde e bem-estar.


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